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     Este início de século, marcado pela força dos movimentos ecológicos e das diferentes terapias alternativas, reflete a busca da cura através das plantas. A “medicina vegetal”, antes presente principalmente nos países em via de desenvolvimento, agora tem também presença marcada nos países do primeiro mundo.          
          As plantas medicinais são popularmente empregadas no tratamento de moléstias desde a mais remota antiguidade e, sem dúvida, são excelentes fontes de agentes terapêuticos, o que nos mostra a grande importância do estudo dessas plantas na procura de fontes potenciais de moléculas com atividade antibacteriana, antiulcerogênica, analgésica e antiinflamatória.

          Atualmente, as indústrias farmacêuticas também estão à procura das substâncias derivadas de plantas – antes que seus segredos etnofarmacológicos desapareçam completamente. Além disso, a maioria dos remédios é empregada apenas localmente, pois apenas 1% das espécies conhecidas de plantas foi investigada pela ciência. Um dos motivos é que as plantas são bons laboratórios químicos, produzindo misturas de substâncias bastante complexas.
          Essas substâncias de origem vegetal são biodegradáveis e renováveis, características de grande interesse na sociedade atual, especialmente quando se pensa não apenas na ocupação sustentável de uma região, mas sim de todo o planeta e, ainda, na conscientização das populações a fim de garantir um ecossistema viável no futuro.

          O laboratório é mantido pelo Prof. Dr. Wagner Vilegas no Departamento de Química do Instituto de Química da Unesp em Araraquara-SP com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).